Luz, câmera, ação Destaque

Escrito por  Urbano Nóbrega
Publicado em Economia Afinada
Segunda, 10 Fevereiro 2014 00:00

 

Essas três palavras sintetizam o movimento das gravações nos bastidores de filmes, novelas, e ao ouvi-las, atores, figurantes, técnicos e o próprio diretor tomam suas posições para o início das gravações. Mas e o que dizer da ausência de luz? Certamente não terá cena, a não ser que se esteja filmando na rua durante o dia. Mas e na Economia?

Caros amigos internautas, não é mais novidade o Brasil passar por colapso no fornecimento de energia, o famoso blecaute na transmissão ou o que a mídia rotulou de apagão. Várias são as razões para tais acontecimentos como também as justificativas oficiais de sua ocorrência, mas uma coisa é certa, sem luz muita coisa para país afora. A necessidade de se utilizar energia é uma preocupação latente no mundo, como bem diz os Estados Unidos ao “tomar conta” do Golfo Pérsico, e aqui também não é diferente.

As fontes de energia disponíveis no mundo, as renováveis e as não renováveis, formam a matriz energética de cada país e há uma combinação entre ambas no fornecimento de energia para suas populações. O Brasil possui uma matriz energética considerada limpa onde 42,4% provêm de recursos renováveis (hidroelétricas, biomassa, eólica, álcool), enquanto a média mundial é cerca de 13%, segundo cálculos da Agência Internacional de Energia. Isso mostra o potencial de nosso país e a dependência dos outros, principalmente do petróleo, fonte não renovável por excelência.

Nesse sentido, investimentos em geração e distribuição de energia são muito caros e o assunto é bastante delicado porque envolve uma discussão política forte. De um lado, o governo com várias justificativas para os investimentos, desde alagar, cidades, tribos indígenas, se lançar ao mar para buscar petróleo. De outro, a oposição reclamando do uso eleitoreiro da máquina pública e da partilha dos recursos entre os estados, um assunto longe de ser esgotado.

O fato é que temos que conviver com os blecautes, seja pela intervenção humana ou da natureza, em um país em que o consumo de energia cresce mais que o Produto Interno Bruto (PIB) e que tem como o segundo maior demandante de energia o setor de transportes, seja de carga, de passageiros ou individual. O (mau) exemplo da intervenção humana está no descumprimento de regras, na falta de linhas de transmissão sobressalentes, investimentos ineficientes, sabotagens. Da parte da natureza a previsão já não é certa, pode chover demais e comprometer a transmissão, as plantações ou chover de menos e não completar o nível dos reservatórios. Temos que esperar.

Mas o que se viu nessa primeira semana de fevereiro foi um apagão de grandes proporções em quatro das cinco regiões brasileiras, milhões de pessoas, hospitais no escuro, semáforos desligados, histeria generalizada. O pão que não saiu na hora, o elevador que enguiçou no meio do caminho, o celular que ficou com a bateria arriada e o Palácio do Planalto que não trabalhou. Alguma novidade ou esse assunto é velho?

Urbano Nóbrega
Portal 24HorasPB
(10/2/2014)

*Urbano Nóbrega é economista, formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e mestrando em Administração e Desenvolvimento Rural na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atualmente é coordenador do Centro de Pesquisa (Cepesq) do Instituto Fecomércio em Pernambuco e trabalha na produção de índices de acompanhamento do varejo na Região Metropolitana do Recife (RMR), além de ter participado diretamente da implantação das sondagens de opinião junto aos empresários/gestores e consumidores, captando informações nas principais datas comemorativas do comércio de bens e serviços.Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Lido 1650 vezes Última modificação em Segunda, 10 Fevereiro 2014 23:20

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